domingo, 21 de dezembro de 2014

retrô expectativa

dezembro
verão
&
mais calor
pro coração

é hora 
de fazer as contas
pra lua
de somar com as estrelas
enquanto deitados nas nuvens
a vida vai passando,
cada vez mais gigante e crua

vão-se os anos
as pessoas
certas (e pequenas) lembranças
daquilo que merece ser deixado pra trás;
permanecerá, tão somente, aquilo que verdadeiramente ecoa

continuamos...
em velho sendo
a alma que plantei
sobre os meus cordões
de areia,
das verdades que quase nunca sei
mas com a certeza de que a cada ano que se passa
de coração tão cheio, amei.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

calorosamente

minha mente 
se espalha por devaneios
e alucinações 
causadas por pequenos fragmentos
de nostalgia,
perdida entre retalhos do passado
e quebra-cabeças do presente.

calorosa mente
esparramada 
deitada
calada
em bons tons
e alguns goles de vinho barato
guardados, empoeirados
de memórias não vividas
e fragrâncias de 
livros não lidos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

atos saudáveis

nós éramos 
feito feijão e arroz
no prato do dia

mas
você resolveu colocar a salada entre a gente
como prato principal;
por um coração mais saudável.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

manias

o teu cheiro
me comia por dentro
e limpava tudo aquilo
que veio para ficar
somente por um momento
tuas pálpebras vibravam
na linha tênue
dos meus sorrisos
como se ali fosse
e só por ser, quisera nascer 
um novo paraíso
os teus dedos,
enquanto me tocavam, 
me trazia sinfonias
com os meus batimentos cardíacos
e traria a calmaria
para os meus pensamentos maníacos
e a minha língua
tão seca e quente
passava entre teu corpo,
entre teus dentes
fluente
inconsequente
como um pôr-do-sol
fazendo-se da lua
o teu objeto afluente.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PROMOÇÃO: mais poesia em seus dias

como comuniquei na página do facebook, 
também não deixarei o blog na mão.
afinal, todo dia é dia
que haverá - para todo mundo - uma imensidão de participação!

a proposta é o seguinte:
em poucas rimas, 
darei meu aviso.
então, sem delongas
quero transformar o teu sorriso:

vem vindo presentinho novo na área...
corre, 

chama o pessoal, 
clica em "participar da promoção" 
e, só então 
concorra a um fanzine: "tic tac",

segue o link da promoção: https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/408897

e, também, o link da página no facebook: https://www.facebook.com/pages/Tempo-do-tempo/192488037557956

presentei a si mesmo,
e a quem você ama!
ilustre-se de poesias.
poeme-se.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

afinal, de que serve o preconceito?

quem planta preconceito
tende a viver na escuridão
porque o brilho na vida se esconde diante do negativismo
que é viver em sombras, ao invés de brilhar na imensidão

meu coração é negro,
pobre,
gay,
mulher,
e nele sinto as dores
quando vejo qualquer um difamando outro qualquer

melhor viver de brilho
formar conceito
quebrar "pré-conceitos"
e, só então, observar que durante uma vida toda
você se escondeu por medo
e/ou desrespeitou por um certo vazio no peito

é tempo de preencher vazios
fazer colorir a dor
ser para o próximo: respeito!
e principalmente, transformar certos ódios em amor.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

sobre vivências

antes só vinho
do que mal fermentado

o fermento é o pó da vida;
só não espere até que algum viciado em viver 
dê conta do recado
por você.

sábado, 1 de novembro de 2014

antedizer antes de ser

gosto de pessoas sábias
sentimentos raros e profundos
onde a gente possa mergulhar em ambas
e dentro deles conhecer novos mundos

gosto de pessoas raras
de momentos inéditos
da vida passando devagar
como num cinema enquanto transmitem os créditos

gosto de palavras rasas
de movimentos bruscos
de risadas tímidas
e abraços malucos

gosto quando o tempo arrebata as marcas
rasga as máscaras, despe o ser;
gosto de toda poesia válida durante as noites mais solitárias
e das saudades que a gente inventa ao amanhecer

quanto aos vinhos,
não preciso nem dizer...
gosto da tua boca seca, do nosso copo cheio
do céu suave ou bordô, mas por favor... só se entrega ao entardecer.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

relicário - o teu corpo, nosso toque

enquanto minha língua
tropeçava, calada, na tua
o meu corpo ansiava por ti
por tua volta, por poder te ver cada vez mais lua


em nossos dias cheios
a saudade era minguante
em nossas noites mais novas
a vontade era crescente

em tuas pernas, fazia sol
aquela magia inarravelmente radiante;
hoje, somos somente saudade
daquilo tudo que não pode ser levado adiante. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Devaneios Súbitos

Por que teimas em me julgar ou compreender o fato da minha não-mais-existência? Eu vivi durante anos, longos e árduos anos. Deparei-me com a dor, e nela não fui capaz de compreender tão quanto à mim. Apesar de sempre me distrair, havia algo que me corroía por dentro, assim... Aos poucos. E a cada dia vivido parecia que estava sendo escrito que eu morreria um dia a mais e viveria um dia a menos. Deus queira me perdoar, mas não foi por falta do teu amor que eu deixei de existir. Durante esses longos anos ele foi a minha única fonte de amor, mas o amor, meus queridos, não é tudo aquilo que a gente pensa. O amor dói, nos mastiga por dentro, nos faz perder a noção de tudo que a gente um dia pensou saber conhecer, nos dilacera, nos rebate... Não me culpe pelos meus atos infantis, nem me entreguem flores agora que já não posso mais cheirá-las, apenas lembre-se de mim. Lembre-se de como gostei de viver, de como vivi, das pessoas que conheci e das amizades que fiz, das birras sem sentido que a madrugada e um pouco da embriaguez vivida me levava a fazer... Lembre-se de mim pelo meu sorriso, pelo meu abraço apertado, pelas canções que costumava ouvir e, principalmente, ao olhar para o meu ponto de partida – e chegada -, a lua. Estarei entre as estrelas, pertinho das nuvens. Agora meu coração pulsa devagarzinho, sereno, na calmaria profunda do amor daqueles que um dia me amaram e dos que pude realmente amar. Não procure entender quem sou ou os motivos que me fizeram chegar até aqui. Não te entristeça, apenas reze. Não desistam do amor, ele é a melhor fonte de fé para te reconstruir e, quisera eu ter aprendido isso antes; gozem os bons momentos, amem cada vez mais. E lembre-se de quanto somos essenciais; e eternos.



Amém
e


Amem, sem acento. 

coração nordestino

aqui
a
raça
e
a 
força
do
povo
é
cantada
como
cenas
de
filmes
cantarolados
em
seu
enredo
uma
imagem
de
paz
e
de
povo
trabalhador
essiomi
essa boe
é caba da peste
e mulherzinha
é o sertão do nordeste
seja aqui
seja no agreste
seja como flor,
desculpa, meu senhor
mas meu coração
é caboclo faroeste.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

aos meus heróis (capítulo I)

sou cabeça poética
vestida do avesso
perdida no tempo
no tempo perdido
do menino russo
um tanto travesso

sou meu corpo esculpido
de vestimentas e sensações
me dispo inteira quando
remoto, no controle
Calcanhoto, gafanhotos e imensidões

sou meus passos dados
dispostos a me levar onde for
tirando os chinelos sujos
dançando com Bete balanço
e o menino Cazuza tão cheio de dor

sou Amarante
do mar sou amante
e Marcelo no meio das dunas seguia...
sem Malu, sem Camelo
brincava como criança se descobrindo em um céu de diamante

já fui Janis
já foi John
já fui Kurt
tudo ao mesmo tom

peguei carona com Lucy
fui parar no submarino
brinquei, ali, com o George
e o Ringo ficou só rindo
de como brinquei com Paul
sendo ele tão menino

menino criança
menina da lua
despi minhas roupas palavras
e de poucas em poucas palavras: poesia crua
eis, aqui, o meu corpo nu. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

tragada poética

costumo tragar palavras
sem tantas doses recomendadas
as trago porque
de alguma maneira
elas me fazem ser melhor
durante o dia,
ou durante uma noite inteira
mal sei se faz mal ao corpo
mas costuma agir diretamente
no sistema sanguíneo
e vital
por ser vital pra minha vida
por fazer do meu corpo,
morada.
então eu trago palavras
e faço que elas se dissipem
em cada golada de vinho barato
em cada fumaça jogada ao vento
decidi não poluir meus pensamentos
quiçá, só o coração
já o desgracei tragando uma vida inteira
de palavras e sensações;
feitos um para o outro
como cigarros em jarros de flor
como flores espetadas no peito
como nicotina em forma de amor.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

enquanto as horas vão caminhando

o tempo caminha
TIC
na minha cabeça
TAC

gira o mundo
vira o mundo
dissipa o mundo
TIC

ilustra mente
mera mente
interna mente
TAC

as horas
se dissipam
como grãos
de areia
na beira 
do mar

TIC
TAC!
que horas são
nos corações
empoeirados
enfileirados
e não amados?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

intensificador de pensamentos

me
escapuliu
do
pensamento
tudo
aquilo
que
me 
incomoda

eu
poderia
estar
triste
mas
isto
é
tão
fora
de
moda.

domingo, 19 de outubro de 2014

rojões internos

já que 
a gente 
não dá
mais

que tal
selar um trato
pra acabar essa
guerra 
com paz?

(internos: essa dor imensa
de canhões que teimam disparar contra o meu peito)

sábado, 18 de outubro de 2014

clareou!

a palma
a calma
a alma
a ponta
da língua
no teu
céu
(da boca)
está um dia lindo lá fora!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

anoiteceu!

apaguem
as luzes da cidade

acendam
as fogueiras e vinis

é chegada a hora da lua
a hora mais crua
a hora bem nua
a hora que tua língua míngua

ei, você
pode ver a lua?
pode se tornar crua?
e se eu te fizer nua?
e se te despirem do melhor sorriso
mas, ao mesmo tempo,
te mostrarem o paraíso
entre nuvens,
céus,
e se te levam até as estrelas?

seremos, pois
dois corpos nus
em meio a constelação
tocando, em cada pedaço
florescendo, em qualquer momento.

haicai

se engana
quem pensa
que a dor
não compensa.

alimentando a alma com arte

somos palhaços
dos circos do mundo

a vida é arte
arte e vida

assim, bem atrevida.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

aos escritores: 13 de outubro

quantas dores
tantos amores
quando a gente se
despedaça em flores

flores de primavera
da vera
de eras
quimeras

exala no nosso peito
aquele extremo de dor
mas a gente não sabe ao certo
porque tudo isso é tão enlouquecedor

na ponta do lápis
as histórias vão surgindo
mesmo que dentro da gente
algumas coisas vão se destruindo

desculpa, pobre coração
por tuas lembranças embutidas
criando palavra e imagem
emoldurando solidão

o tempo me pediu
e me despiu de palavras
pra ser poeta nesse mundo
e estraçalhar o amor
no meu peito
como balas


e, então, 
para que o tempo
não me apague
de suas linhas:
escrevo.

- escrever é ter, é ver, é ser... 

ausência

em ti
nada fui
senão desapego
em mim
tu tudo fostes
mas
desapeguei.

sábado, 11 de outubro de 2014

outubro ou nada

pintei meus bordões de rosa
passei a primavera em flor
descobri, em esperança, 
como é viver de amor

com a mão que toquei o céu
também toquei meus seios
senti meu coração bater
com aquele maior receio

em meu leito
disparei o peito
desbravei meu coração
câncer de mama não é defeito

outubro
ou nada
um toque do bem
são chamas que inflamam
os sorrisos pra vida
e a alegria dos que nos amam

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ah, meu Acari...

o vento seco
te seca
na seca que te alcança
tuas águas valem mais que ouro
e o menino de enxada na mão
é mais forte que qualquer jumento, ou touro.

ah, meu Acari...

tua gente anseia a fome
como quisera crescer
mesmo que a gente vá embora
pra cidade grande 
e a saudade faça voltar ao amanhecer.

ah, meu Acari...

é menino brincando de bola
é menina saindo da escola
é velhinho sentando na praça
é velhinha cheia de antigas piadas na caixola.

ah, meu Acari...

terra de sensações,
em si carrega essa essência
plantada nos corações
dos que em sua saudade traz paz-ciência.

domingo, 21 de setembro de 2014

afinal, de quê servem as guerras?

De quê servem as guerras? 
De quê servem os conservadores? 
De quê serve todo esse aprisionamento condicional?
Por que não educa-los? 
Por que não aceitar diferenças? 
Por que não abrir debates? 
Por que não deixar ser livre?
São sempre muitas perguntas, muitas questões e poucas respostas. Não se constrói pensamentos com guerras, ideologias são à prova de borracha. Que a cada pedra, se atire a primeira flor. Que a cada bala perdida, se encontre novos motivos para abaixar as armas e a guarda.
Quantos sonhos já foram mortos? Quantos sorrisos já se apagaram? Quantas pessoas deixaram de ver a imensidão do dia e a beleza que é a noite?
Perguntas e mais perguntas... e enquanto elas se formam, mais vidas se perdem.
Mortes e destruição.
Estragos e poluição.
Acidentes e explosões.
Fome e devastação.
A criança que plantava sonhos, hoje planta a batalha daquele pai que se perdeu.
A mãe que ontem sorria, hoje se transforma em lágrimas e prantos sob os corpos de pessoas que ali ela pode amar a vida (quase) inteira, mas perdeu-se naquele momento em que o peito foi atingido e explodiu todas as sensações.
Estamos em meio à guerras, uma luta entre aqueles que irão dizer o que você não pode fazer e aquela parte de você que sabe, e sempre soube, que nos somos mais do que o nosso meio ambiente e que um sonho.


“E quando tudo for guerra, atire a primeira flor.”

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

transfiguração

posso sentir 
o peso do corpo
pausada-mente
enquanto o vento
bate nas linhas tênues

e ao balanço da rede,
ventania...
palpitar...

não quero teus livros
nem tua boca
ou tuas páginas
rasgadas de livros amarelados
nem a tua voz rouca, louca.

estradas lotadas
de pessoas vazias
plantando dor,
quisera que um só sorriso
não fosse, ao menos
enlouquece-dor.

colorindo dias

desde que me vi
em meio a multidão
tenho observado: quanta devastação!

devastam-se os sentimentos
as pessoas
os animais,
só não devastam a inveja
a fome
os brutais

para que devastem tais (falta de) sentimento
aqui vos deixo
uma sessão de carinhos
daqueles que por seus motivos
retiram do mundo os espinhos.



http://animalshugging.tumblr.com

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

eu passarinho

do corpo
tornou-se tronco
da alma
despiu-se galhos
do riso
se fez passarinho
e ao voar
descobriu seu ninho.

domingo, 14 de setembro de 2014

renascendo ao amanhecer

perco-me
por entre os galhos
e flores
faço-me adubo
para os bons ventos
re-crio esperanças
novinhas em folhas,
todos os dias
para que os ventos favoráveis
sempre soprem ao meu favor.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

breve mente

para fins
somos breves...


não há mágoa
que a cachaça não cure
se não há beijo
também não há tempo que dure
nas minhas páginas não se lê pela metade
nem se tem de meio termo

mesmo calada
mesmo distante
quiçá, até errante
se faça flor, nem que só por um instante.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

bipolar-idade

e foi nessa questão de querer
que os dias passem 
e a idade cresça, 
que a gente cresceu.
mas antes disso, 
a gente também viveu;

até hoje me pergunto,
por que será que a gente tende pedir sempre pra voltar a ser criança?
e 
por que pedimos tanto, durante incansáveis anos, pra vir a ser adulto?

hoje não tem mais boneca
os amores ferem, magoam, 
os amigos... são poucos
nem mesmo se encontram de tempos em  tempos pra brincar correndo na rua e voltar de pés descalços pra casa
não tem mais a bronca de mãe,
nem tanto ciúmes do pai...
hoje brincar não faz o menor sentido,
porque hoje, nesses exatos tempos modernos, só se brinca com as pessoas
e amamos os objetos.

ah, quisera voltar pra minha menor-idade!
essa, por sua vez,
não precisa de descrição
qualquer um, ao fechar os olhos e imaginar-se criança
vai perceber na idade essa total contradição.

chegamos, então, a bipolar-idade.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

in versos

num verso 
o contraverso
e ninguém controla a rapidez
o tic tac vai caminhando
e ninguém percebe, outra vez

no contraverso

aquele verso,
a poesia que não soube fluir
mais ninguém sabe ao certo
quisera só substituir

sem versos 

nem contraversos
a poesia se fez
com versos 
e contraversos
todo dia a gente nasce mais uma vez.

...fez-se paz

E quieta a lua sorria
Diante de tantos versos
Diante daquelas músicas
Diante da energia que ali era repassada...


E a lua não descia
Ficou ali, parada
Admirada com toda aquela intervenção verbal
Quiçá, o pequeno público já lhe fizesse uma grande mudança


E ali no mêi das serras
No mêi do mato
No mêi da gente
No mêi dos ventos
Ela, então, enfim desceu

E o espetáculo, então, marcou;
Marcou a paz,
Marcou a gente,
Marcou sorrisos,
Marcou de repente.

E para cada batida de sino
Uma nova esperança entra em cena.

domingo, 17 de agosto de 2014

...do amor

Amor será sempre amor, serão sempre amáveis.
Amor preto, branco, amarelo, rosa, furta-cor,
Amor colorido, amor preto e branco, amor que seja amor.

Tira esse rancor do peito, garoto (a).
E vê se aprendes direito
Que pra amar, só é preciso se doar.
E esquecer esse tal preconceito.

Faz da tua agonia, novas sensações.
Embrulha teu estômago para quando as borboletas nele chegarem
Conhece a ti mesmo, mas não se perde não conhecer os outros.
Vê se não se perde no caminho, encontre-se nas milhões de pessoas que por ali te alegrarem.

De preconceitos não se enche o peito
Não se faz amor,
Não oprimes o oprimido

Só ajuda-o a superar a dor.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sertão


Sertão,
Ser tão seu
Ser tão meu
Sertão nosso.

Dos frutos que dos galhos caem, das folhas secas que rolam pelo chão, da poesia lida debaixo de teu tronco e do ronco do entardecer. Fez-se flutuar em inimagináveis sensações na proteção de energias renovadas.



(fotografia por Lucas Pachecco)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

...em ponto


pontos certeiros,
pontos sem destinos,
pontos que se ligam, 
pontos contínuos 
(...)
pontos de partidas,
pontos de chegadas,
pontos reticentes,
pontos finais
.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

...entregar-me-ei ao viver de versos no inverso

Do amanhã que a gente sorri,
Do coração que quer descansar,
Transcrevo internos,
Interna-mente;

E quando o pulso, ainda pulsa
Enquanto pulsar o pulso
E o sangue escorrer quente pelas veias
A gente vai vivendo,
A gente vai amando,
A gente vai errando,
Sendo errantes, amantes ou  instantes.

Eu te escrevia coisas lindas,
E aquelas palavras não se vestiam com roupas caras, nem foram compradas pelos melhores vinhos,
Mas era tudo, e somente tudo que eu precisava

Porque elas são e sempre serão tudo o que eu tinha, 
E sempre rezo para continuar tendo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

...transbordar-te-ei

“sem horas e sem dores...”
Se for só medo,
Acalmo o peito, mas eu me rendo
Só venha pra ficar.

Minh’alma transbordou
deixou-se colorir,
cegou-se ao luar,
meteu
o
pé
na
estrada
e
se
esvaiu;
transbordando por todos os lados.

terça-feira, 1 de julho de 2014

.

Desapegar de pequenas circunstâncias inevitáveis,
provar de sensações que o choro teima sair, mas o riso não dá lugar,
desfrutar dos frutos que a natureza dá, 
da calma que ela transmite
e 
dos pensamentos que ela nos traz,
pensar como dois, mas agir como um.

Ímpar,
mas não tão imparcial assim. 

domingo, 29 de junho de 2014

...unificando ridículos consumados

Somos viciados em solidão;

Na verdade, somos viciados em momentos que nos causam grandes estragos, aqueles em que o peito arde e o cérebro pulsa, fazendo o estômago se contrai em um grande nó.
Trazendo à tona a felicidade, a ponto de quebrar garrafas, ou quiçá, tão triste a ponto de fazer o mesmo, afinal nossos corpos tão crus, tão cheios de pecados, faz a falta de juízo invadir nossas narinas, fazendo-nos quebrar nossos próprios limites em busca de algo sólido e que nos alivie toda a agonia instalada em nossa alma.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

...expulsando sensações, transcrevendo sinais



Parar ou avançar
em sinais sem cores?
Qual é a desses olhares,
que atravessam os corredores
com cara de poucos amores? 
Ultrapassam as barreiras da inquietude
despejam silêncio
flagelam-se,
libertam-se; apagam o limite e o incêndio.

A insanidade
É um passo profundo
Pra liberdade
Em outros mundos.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

...my valentine

O meu amor cativa em mim todas as sensações que, até então, eu desconhecia. O meu amor foge dos contos de fadas, do que está escrito nos jornais, ou até mesmo nas estrelas, porque o meu amor tem um jeito só nosso de ser. 

O meu amor suplica de saudades todos os dias, mas ainda bem que tenho você do outro lado pra me completar e fazer esquecer toda essa distância que o destino nos propôs, e que nós aguentamos diariamente. 

O meu amor pede por você, e sempre irá pedir; porque ele só começou a existir, se descobrir e ser descoberto quando você apareceu pra transformar meus dias cinzas em sorrisos diários. 

O meu amor não é só meu, mas contigo eu não tenho medo, receio ou o que quer que seja, divido e quero continuar dividindo todos esses sentimentos que a gente ainda não conhece e, o que conhecemos, quero transformá-los para que eles sejam só nossos.

O meu amor só quer você,
no meu amor só tem você,
e no meu coração não poderia ser diferente... só dá você!

Eu te amo,
em todas as línguas, em todas as orações e frações de segundos. 




De amor
e por amor, 
à Lisbela.

segunda-feira, 24 de março de 2014

...sobre pequenos devaneios memoráveis

Fiz uma viagem sem data e horário marcado à minha infância e, por inúmeras frações de segundos que se multiplicavam a cada momento em minha mente, respirei felicidade.

Felicidade ao, novamente, brincar de esconde-esconde, ao estar rodeada de amizades verdadeiras; ao me encontrar, me encantar e encontrar.
Felicidade ao fazer bolhinhas de sabão e estoura-las com a ponta da língua;
Felicidade ao ver a felicidade se espalhar a cada abraço e a cada sorriso tímido (do outro lado da rua), a cada beijo no rosto que minha mãe costuma dar ao deitar-me, e sempre quando acordava.
Felicidade ao ver que cada tombo do passado, deveras, me trouxe lições a serem usadas no meu presente, e que eles sempre vão estar acontecendo a cada passo dado, a cada escolha feita e a cada pequena história deixada para trás, mas não necessariamente esquecida.
Felicidade sem custo, sem prazo, sem medo...

Hoje visitei a minha infância enquanto piscava meus olhos, os flash's se expandiam, bem como a sintonia causadas através dos meus batimentos e respiração. Pude inspirar amor verdadeiro e respirar felicidade, em devaneios de memórias vivas sob um certo estado espírita.

sábado, 15 de março de 2014

...sobre-viver.

Deixa essa mesmice toda de lado, aprende que os valores você jamais perderá. Nas brincadeiras com o tempo, acabei despindo-me das palavras e perdendo-as em equações de tempos. 

Penso,
re-penso,
e o tempo...
ih, deu branco!

De que adianta preocupar-se tanto com opiniões alheias? E, pior ainda, de quê adianta formar opiniões destrutivas quanto ao próximo? Tão mais simples acolhê-los e mostrar novas visões, novos olhos, novos horizontes, novos sorrisos, novos abraços e nossa energia positiva; tão mais simples dar descarga naquela carga introspectivamente negativa que os roídos alheios podem causar - é bem melhor sentir a chuva e observar tudo se esvair a cada gota que cai e escorre no corpo -. 

De que adianta tentar ser sempre o certo? Se é mais simples aprender com os outros a ver mundos diferentes dos nossos, e, quiçá, trazer alguns traços da vida dos outros para o nosso cotidiano. 

De que adianta discutir sobre religião? É tão mais simples descobrir que cada uma delas planta o amor, que todas elas querem o amor; e ainda tem gente que perde tempo defendendo questões bíblicas, quando podem apenas se dar conta que a maior religião é amar, e transformar o choro dos outros em sorriso, e o riso em amor. Só riso, então... paz ciência.

Me perco em palavras quando as procuro, mas sou embaralhada mesmo. E, talvez, a vida seja essa eterna incógnita, fazendo com que a gente se perca - até mesmo de nós mesmos -, pro's encontros serem melhores que as partidas. 

Capte os bons momentos, os bons fluídos, as novas experiências e tudo aquilo fizer com que se sinta melhor, mesmo naqueles dias chuvosos, onde o riso teme não sair. E dispa-se de todo o resto.

Quiçá isso seja sobre viver, ou sobreviver. 
Ah, tanto faz.

...E se algum dia te disserem que isso tudo é bobagem, volte a ser criança novamente e...: Hakuna Matata! 

Apenas viva,
e ame,
e viva,
e ame, livre-mente
e viva...
e ame...
e viva interna-mente, eterna-mente...
quantas vezes forem necessárias.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014