quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tudo eu

Eu poderia ficar aqui, passar horas e horas pra encontrar, nem que por um segundo, uma mínima nota musical; e depois, não desejar mais nada. E depois das horas, desejar tudo; mas também poderia ficar aqui observando os sorrisos e olhares que aqui nesse canteiro passa; e depois, parar de desejar tudo.
De alguma forma eu poderia odiar tudo que escrevo e fazer o inverso das coisas que penso, falo, sigo. Além de poder querer que nada mais fizesse sentido (risos).


Queria poder voar. Mas voar me deixaria nas nuvens, que é por lá que apareco enquanto durmo. E não pretendo passar uma vida toda dormindo.
Indescritivelmente desejaria acelerar todas as músicas, e então, nessas mesmas, diminuí-las lentamente, até o silêncio.
Uma vez já chamei o tempo de covarde, mas percebi que a covarde estava sendo eu. Por não enfrentá-lo de peito aberto.


Eu me fechei. E então me abri. E então tudo era eu.  Tudo estava em mim. O poder das borboletas não aparecem só para enamorados, vai sempre estar interligado. Mas nem sempre junto.


Agora já não sei mais de nada, mas se perder é essencial. O meu rumo é traçado pelas estrelas e nuvens do meu pensamento. Em cada caminho eu me conheço mais...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Por favor


Aceite a condição do silêncio que nos habita.
Aceite os 365 dias, mesmo que sem sonos
Aceite as noites mal dormidas, os sonhos por sonhar
Aceite o voar dos pássaros velhos, deixando voar pra cá pássaros novos, bem pequenos 
e que neles ainda exista esperança
Aceite o tempo por mais que ele há de passar
- devagar, lentamente, rapidamente, no mesmo instante, constantemente
Por mais que você fique... ele vai passar.

Apenas aceite a ponte ao meio quebrada que existe entre nós,
entrelaçada.