quarta-feira, 28 de abril de 2010

Meu ridículo consumado

Quando eu era pequena minha mãe sempre falava para largar mão de certas coisas, que brincar na rua, jogar futebol com os meninos, brincar de pega-pega ou esconde-esconde, queimada, pezinho é meu, e alguns outros, seriam coisas que me trariam o joelho arranhado, cotovelo machucado, ou algo assim. Deus queira me perdoar, mas foi uma das únicas coisas que não obedeci. Eu nunca me importei com o joelho, ele já é feio por natureza, e vê-lo sangrando ou machucando enquanto ela cuidava de mim, era a coisa mais linda que eu poderia pedir diariamente. Então brinquei sem ter medo de me machucar, porque acreditei que ser criança era a melhor coisa que poderia ser! E eu estava certa. Hoje eu vejo meus joelhos com algumas marcas, com cicatrizes que não sei da onde vem, algumas outras me lembro muito bem, cada história, cada dia, cada marca que nunca vou esquecer. Aquele tempo bom de apenas saber o quanto estar com meus amigos, levar milhares de arranhões e no mesmo dia voltar pra brincar, era a melhor coisa do mundo. Só que crianças crescem, mas não abandonei a minha criança, ela existe e vive ainda em mim. Talvez eu seja um pouco madura, um pouco experiente; E lembrar da infância me fez fazer algumas linhas do meu presente,
o joelho é como a vida, não deixaremos de usá-la por medo de cair
não se tem medo de que fiquem as marcas, ela é bonita de qualquer jeito. Quem não cai, não vive. Então de que vale uma bonita e limpa imagem de um "joelho" sem marcas?
Mas saber que as cicatrizes um dia se fecham e tornam-se apenas marcas, a qual muito tempo atrás não sabemos que nome dar para aquilo, além de chamá-las de "feridas", a qual hoje podemos chamar de experiência. 
Eu ainda sinto o cheiro da minha infância! 

Nas águas

Nau sem mar
Nau fragar
Nau sear
Nau sem ar


Eu
Voce
Nós
No náufrago dentro deles

domingo, 25 de abril de 2010

#25

O sentimento não pode parar
de pulsar, de gritar, de levar
e eu também não.











                                                                                    Mas se for pra parar, eu só te peço                                                                       que me leve com voce.


É importante.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Assim sem tanto

Começa o som do violão da musica que ouço, vem o arrepio
De onde? Por quê?
Segura a rodinha de samba que nessa rua passa, a menina que anda na corda bamba
E penso será que não há de ser nada?
Opa... (me desculpa, mas vou dar uma pausa aqui).
- Estrela cadente - pedidos.
E lá se vai ela caindo
Talvez ela saiba nadar sim...
Talvez ela traga mais do que consigo tragar...
Não há de ser nada?
(retomando)
Então, continuemos
Na roda do moinho que o moinho roda
Gira mundo
Mundo moinho

Ele fala coisas birutas, malucas
É estranho as coisas acontecerem
Cabeça pra baixo
Afogada em pleno a esse mar...
Mas o farol ta perto, precisamos de mais calma
Talvez lá encontre energia suficiente
Pode ser que por lá não exista brilho energético, mas será que alguém enxerga os mesmos riscos que eu?
Não, pensando bem...
É melhor não.

Aurorinha
Flor da pele, sente o cheiro com a língua
Na minha mania de canibalismo, mas nada aqui é crime
Quis dizer, o crime é não cometer crimes assim.


Que os demais me perdoem.

terça-feira, 20 de abril de 2010

20/04

Estranha
vontade
de
estar
perto
além
do
pensamento.

Tocar-pele-sentindo-pêlos-sorrindo-com-os-olhos
Coração pulsante
e pulsa, hoje pulsa mais.
Criando desejos imensuráveis
arrebatador
constantes
paranóico
olhos nos olhos.

Dia por dia
todos os dias
em você.

"Maybe I'm amazed at the way you love me all the time
Maybe I'm afraid of the way I love you" (jem)

faz-se nó
em mim
você
nó's.

domingo, 11 de abril de 2010

Que nada, que nada.

Meu coração depende...
de sorrisos, abraços, coisinhas 'bregas', momentos bons e ruins que só cabe a ele motivos para pulsar
e pulsar mais.

Meu sorriso também depende...
da felicidade ou da tristeza, assim como meus olhos tambem dependem.

E os abraços, dependem mais ainda...
de outros, para se entrelaçar

Até eu dependo...(risos pequenos)
dependo dos pulsares
e de tudo isso que acabo de sentir
ah, e de tudo isso que estou sentindo agora também
tudo vem dependendo um do outro.

E não posso esquecer que dependo do amor, da forma do amor
dos corações do amor, do abraço do amor, sorriso do amor... e se não houver amor, dane-se. Eu cuido em inventar alguma forma de amar.
É, exagerado.

20:20

Não ser a questão

Aquela coisa de ser ou não ser
ter ou não ter
prender ou viver
...
Distrai a questão
Obstrata qualquer intenção.