segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pensamentos de uma mente inquieta na madrugada de uma segunda

Seria bom se algo fizesse sentido, mas de ontem em diante nada faz.
Mas por que será que a gente tem mania de não falar o que sente na hora que começa a sentir? A gente vai, procura primeiro uma maneira de chegar e não assustar, percebe as inúmeras possibilidades de um "não", ou de um sorrisinho. E daí, txum. No meio de tantas fugas a gente poderia mostrar tudo né? E eu ficava me perguntando "será que esse dia tá perto?", mesmo sabendo que ele não ia chegar enquanto eu esperasse. E que dia é esse? Não sei; mas pretendo esperar desatenciosamente. E sempre atenta. Sabendo de tudo que está por vir, de tanto que acontece. E enquanto não sei ser assim, eu vou tentando aprender com as teorias. Toda e qualquer coisa na prática é bem diferente, é bem mais que isso; ou bem menos (caso chegue ao caso).
Quando a coisa tá entre você e você, a vontade é aquela de defenestrar com tudo que vier na sua frente. É, pois é. Até mesmo com seu gato. Mais uma teoria: "this is your life. It doesn't get any better than this.", bem, essa até que é bonitinha. Tenho mesmo que fazer dela especial, sentir-se especial e sem descartes. Falar não é sentir, sentir não é estar sempre presente, e estar sempre presente não deixa saudade. Muito menos vontade.
E por enquanto, isso é tudo. Mais nada.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Distraída, confusa, perdida.

Descobri uma menina que havia por trás de outra. Que imaginava coisas sobre tudo ser diferente. E perdia quase todas aquelas pessoas que ela sempre desejava por perto.
Sentada de mal jeito e com o peso de dias passados não tão bons, decidiu debruçar-se sobre sua mente tão cheia de coisas. E sem querer ouvir, sem querer falar... ela ouve aquilo e responde com tal:
'você ainda gosta de mim?' - a perguntaram, com tom de vergonha
E naquela hora ela queria (Ah como ela queria...) falar tudo que sentia, mas
"você sabe" - respondeu ela,
com a cara mais limpa do mundo e com sua certa vontade indesejável.

E ela que olhava torto para os amantes, hoje deseja ser um deles.
Porque não há nada pior do que não ter o gosto que é gostar. Com o cheiro de toques de veludo camuflados com pimenta e metades de morangos.
Toda sua vontade de não querer parar de falar, naquele momento, parou.
Por sua única vez, ela decidiu continuar e não olhar tão torto assim os passos dados para trás.
Foi quando as ondas se tocaramno fluxo lunar, terminando a noite sem tantos pensamentos vazios assim.