quantas dores
tantos amores
quando a gente se
despedaça em flores
flores de primavera
da vera
de eras
quimeras
exala no nosso peito
aquele extremo de dor
mas a gente não sabe ao certo
porque tudo isso é tão enlouquecedor
na ponta do lápis
as histórias vão surgindo
mesmo que dentro da gente
algumas coisas vão se destruindo
desculpa, pobre coração
por tuas lembranças embutidas
criando palavra e imagem
emoldurando solidão
o tempo me pediu
e me despiu de palavras
pra ser poeta nesse mundo
e estraçalhar o amor
no meu peito
como balas
e, então,
para que o tempo
não me apague
de suas linhas:
escrevo.
- escrever é ter, é ver, é ser...
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