segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

free hugs

Abraça o abraço que te abraça
Abraça a respiração que te conforta no canto do ouvido
Abraça a tristeza, para que em alguns instantes ninguém consiga ser mais triste que você
Abraça a felicidade, mesmo distante, confusa e amarga que ela possa ser
Abrace o desperdício de onde você se encontra
Abrace o amor, conforte o ódio
Abrace os lances que a vida dá, como num tabuleiro de xadres; crescimentos recheados de ganhos e perdas
Abrace o samba, o rock, o pop, o indie, a mpb...a música que tanto te faz velejar pelos pensamentos mais profundos
Abraça os pensamentos, mesmo que os quiser calar
Abrace o inferno, mas deseje sempre o céu, as nuvens, a lua, o sol e os pássaros cantando
E abrace o tempo. Mas não esqueça: o problema do tempo é que o tempo sempre acaba.
Te abrace. Me abrace. 
Faz-se 8.


abrace-o
curta-o
descarte-o
e
prossiga.

(Ouvindo "Plain White T's - 1, 2, 3, 4.") 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cuida do teu

Enquanto outros se distraiam, ela ficava em si. 
Despindo.
v.t. Tirar do corpo

desfazendo-se das razões.
ecoando para fora
pulsando para cima
ofegando para dentro
abrigando novos sentimentos, esperando que a tempestade passe
...para enfim, encontrar o arco-íris.

E que isso não importe aos demais.
Só a ela.


(Ouvindo "Maroon 5 - Secret.")

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dia chuvoso. 
Suave melodia das gotas caindo. 
Cheiro de terra molhada. 
Nostalgia. 
Palavras delicadas. 
Abraços. 
Sorriso no rosto. 
Filmes. 
Cama quente. 
Lembranças. 
Sensibilidade. 
Hoje acordei com uma vontade incrível de escrever algo. Não sei sobre o que poderia escrever; pensei em milhões de coisas, mas meus dias estão confusos demais pra que eu consiga pensar em algo concreto. Pensei muito, em muitas coisas, mas nada se encaixava com o que eu queria, foi aí que eu percebi que eu só queria escrever; sei um porque, apenas escrever.
Abri uma nova página, olhei pra janela e brinquei de escrever; um monte de palavras, que não se definem em estilo melancólico, nem crítico, nem nada. Apenas palavras jogadas,
retiradas, descartadas. E em mim essa louca vontade de tirar tudo do lugar, desarrumar, desconstruir...sei lá... pareço querer concordar, mas discordo pelo simples prazer de contrariar. Pode ser tudo. Pode ser nada. Isso eu decido depois.
Do que adianta ser vulnerável? Do que adianta tentar correr, fugir, se esconder?
Eu pensava que era sozinha, mas aí eu olhei pro meu travesseiro.

...
Mas isso não vem ao caso, acabei fugindo dos meus pensamentos.
Pensamentos soltos.
E eu não sou muito boa nessa coisa de pensar. E palavras, muitas vezes, são erros.

(Ouvindo "Canto dos malditos na terra do nunca - A falta.")

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Feeling

Há sempre novas janelas. Abertas. Para que não haja desconsideração nas palavras, nos atos, nos sentimentos. Cada momento que passa defenestra-se algo.
Inconstante
Talvez puro
Talvez não
Talvez ácido, ou suave
Que talvez nem estivesse merecendo ser descartado
...mas então alguma palavra fere, e é jogada.
O all star não é mais azul,
o andar continua o mesmo,
a vontade, maior.

Às vezes tenho que me conter por gostar da tua textura
Mas não meço o que digo
Não meço o que faço
Não meço o que quero.

Incontida.
E sendo só assim, sentida
Sempre essa insana obsessão.

E, talvez, de imediato, saibas que é pra você
Ou talvez...
Se não foi, é porque não era pra ser.

(Ouvindo "Aqualung - Brighter Than Sunshine.")

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Análise reflexiva

Autodestruição, automotiva,  autocontrole, autocrítica, autoajuda, autoestima, autoafirmação, autosuficiência:
autoexplicativo. 

(Ouvindo "Sonata Arctica - Wolf & Raven.")

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Menor sentido

. Há verdades, meias-verdades e mentiras de todos os lados.
. Um "Não, obrigada" evita muito desgaste.
. Minha vontade de escrever está bem maior que a gengiva da Regina Casé.


. Nessas horas que eu gostaria de ir embora para Pasárgada...




(Basta olhar à sua volta pra começar a rir.
E não adianta falar que não. Sei que sim.
Sei que todo mundo adora um charminho.
E se você não adora, então provavelmente o problema é todo teu. Inclua-me fora dessa.
Isso realmente é um problema.)


. Sexo alivia tensões. 
. Amor as causa.


E, no entanto, a confusão morava ali.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fundo do olho

Estranho, tudo estranho
Nada parece com o que foi
Mas nada muda

O passarinho 
passarinha
no passo dos pássaros

A menina brincando de bola
Esperando a maturidade chegar
sem sequer saber que ela existe

O samba chegando
O rock embalando
e o reggae unindo

Coisas que a gente perde de ver
Quando se está preocupado com outra coisa
mas que na verdade fazem mais sentido.

Quase sangue

Embora chegasse a falta de todos os órgãos, jazz aqui meu corpo pela terra grudado à memórias, cheiros e gostos que pudera ter deixado.
Ainda sim, continuaria perdida.
Mesmo que tudo pudesse vir a falhar, mas ainda sim recordaria todos os dias que passei em claro, com a enorme companhia de músicas que em minha mente se guardam. E tudo passa, e nada passa, o tempo passa, e passa o tempo.
Quiçás ela pudesse viver sem qualquer outra coisa, qualquer coisa carnal, casual ou proposital, mas não sem música.
Jazz aqui aquilo que habita em mim.

(Ouvindo "Radiohead - Airbag".)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

#redefine

Café, bolachas & filmes
Café, bolachas e um olhar enorme travado na tela
Café, olhares e cenas que não fariam mal algum se fossem transportadas para o lado de fora da tela
Café, telas e o querer do teletransporte
Café, café, café
E os olhos vão se fechando diante de imagens que se movem como as músicas dos beatles.


Sinto como se estivesse falando comigo mesma. É só impressão minha? Não, eu realmente estou falando comigo mesma aqui. 
Não é sonho. É consciência.
Um momento meu.


Pode ser uma fantasia elaborada, mas é o lugar perfeito para começar.

Alguém me traz um café bem quente? Por favor.
E que rolem os dados.

(Ouvindo "The beatles - A Day In The Life".)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Primeiro estranha-se

E quando existe uma cabeça trabalhando a horas, decido jogar tudo num simples papel e rasgar.
Tudo começa por você.

E vê, não é tão difícil assim pra perceber.
Existem coisas que só você não vê.

Laços

Entrelaços
Entregar
Partilhar
Entrelaçar.

Tudo simples, não dói. E pode ser a dois.
Um a um.
Só para você.
Só para mim.
Mais sol se preciso flor. 

(Ouvindo "Ray LaMontagne - Trouble".)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Soco no estômago

O mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder, para quem não tem medo de sonhar, nem de sorrir.
O mundo só não é portátil para aqueles que conseguem fingir tão bem que acabam enganando a si mesmo.


Escreverei um prelúdio, para o meu próprio conto de fadas. Diferente do que se vê, diferente do que se escuta, diferente do que se é acostumado a sentir. Eu desapareço e me escondo. Acho que sonhadores como eu estão sempre dizendo adeus. Então vou abrir minhas asas e voar.
...E correr atrás de músicas que me dêem arrepios a cada nota que tocar, e de filmes que me prendam, e de qualquer pessoa que me lembre aparentemente o Johnny Depp.
Primeiro passo dado, primeiro pássaro despertado.
Jazz aqui vontades mínimas, múltiplas, incomuns.
Coisas
que não dão pra
parar
nem de beber
nem de escrever
nem de sentir
e muito menos
de entrar em êxtase, seja agonia ou de amor.

É pura carne viva.