sábado, 24 de outubro de 2009

Um vento que passou

É tão bom, sabe...

ser pego no aleatório dos bons poetas
construir uma casa na árvore para que ela seja apenas sua
plantar sementes ao seu redor. e espera-las brotar.
deitar na sacada e, com um olho aberto e outro fechado olhar para os desenhos nas nuvens, o desenho que a fumaça de um cigarro pode ter...ver as folhas cairem por um outro ângulo.
rabiscar nas paredes todas as palavras violetas que vierem até mim, marcar no tronco de tua árvore cada vez que estiveres feliz com o que tens... para que nela fique marcada apenas as boas coisas que conseguistes.

é aquilo que o olho não consegue ver, que o lápis não consegue trazer pro papel
a tinta que escorrer do cigarro que fumas enquanto bebes,
o grito do final da rua
o cabelo, o perfume...
as marcas;

tudo isso é tão bom, sabe.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sabores amores

A ponta do espinho no meio do coração...
Deixando-o submisso sob qualquer situação inesperada
Tirando o brilho da lua, reagindo no vazio
O cigarro depois do café da manhã
A fantasia

Olhos fechados, pensamentos famintos e mãos atadas, presas na cama
Gosto por gosto... sabor por sabor, alma por alma
Sem nojo, sem medo... certas intimidades aos lugares das borboletas do prazer
um bico beijando o sorriso.

domingo, 4 de outubro de 2009

sombra

Eu sou diversas palavras
transformadas em sonhos no mundo real
Tenho uma vida
que não costuma esperar essa espera
Boas novas
A minha, a sua fé
Faz os olhos emitirem a felicidade
como se fosse um estrondo das águas
que faz surgir significados.

uma passada só

do pacto impacto
o bico do pato
do pinto que pia
o tom da água que cai na pia

da ponta da língua no encaixe
a fórmula crescente da sensação
do tremor
daquele segredo
aquilo que sinto sem ver
e dias que demoram...quando chegam, marcam


pontes entre o berço e o banquinho pra descançar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

amor.tece.dor

Uma música,
Uma pétala branquinha na cabeçeira, em seu quarto
Um sorriso de canto
O céu de baunilha com o amargo da limonada

Meu desejo consiste a correr até a praia, fazer castelinhos, escrever nomes com corações na areia
Sustentar a cabeça, sentir o sangue escorrer e o vento passar... diminuir a respiraçao e rapidamente deixar que ela aumente sem perceber
Viver o ócio por um dia, ou quiçá uma tarde
Não é fictício
É real.
Espera-se apenas
que aconteça.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A'

Intimidades, beijo de bom dia
Intimidades, beijo de despedida

Falta...
saudade...
ansiedade...
VONTADE.

E agora pra mim nada mais me assusta, mas o desejo aumenta...
Ainda tremo só de pensar na hora de ir embora.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Certas decisões

Decido então não esperar por mais nada.Afinal, nada na vida é como esperamos, ela nos surpreende.Pensamentos caem no mar e se afogam... cada pessoa que vem até nós traz algo que já é nosso, e nem sabemos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma dose, por favor.

Se aproxêgue mais!
Tome alguns goles do melhor café, ou de sua bebida preferida
Deixe por vista as melhores frases que encontrar, ou livros, se achares melhor

E por alguns instante faça que cada letra, cada gosto, cada forma e cada modo com que tu observe, seja o modo que tu queiras ver
Que vá guiando pra dentro da imensa escuridão, é lá que o perfeito esconde-se
Pois se eu fosse você, brindaria a cada gole... os corvos não costumam esperar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ser'assim

Apenas precisava que retomar aos meus pensamentos naquela noite
não consegui; naquela noite não.
Foi aí que comecei a retomar nos repertórios e observar que cada coisa que se passa, a gente cria um novo tom e, usa-o.
Dias depois, eu retomo aos meus pensamentos
E acabo por enxergar que as coisas são bem mais simples do que imaginamos, basta nao complicá-las tanto assim. Uma das melhores coisas que fiz foi pensar nisso, mas não demais.
Enquanto pensava, ia aproveitando cada coisinha que aparecia pra mim. Isso é bom.
Quero deixar todos os tons que encontar, em um só gosto... assim degusto meus pensamentos não pensados até hoje.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nos ponteiros

A maior implicância era dizer que foi achada no lixo. De tanto ouvir, acreditou, com mágoa que vira orgulho. Da caixa de papelão. Caixa do mesmo sabão em pó que faria sangrar os dedos e trazer de volta risonhas bolhinhas.


Ela havia deixado o relógio, esquecido na falta de tempo. Sem pressa e sem sossego e só avança, mesmo dando voltas. Volta e meia. Desenhos lindos nas nuvens. Não tinha dúvida, havia sido da caixa deixada.