sábado, 24 de outubro de 2009

Um vento que passou

É tão bom, sabe...

ser pego no aleatório dos bons poetas
construir uma casa na árvore para que ela seja apenas sua
plantar sementes ao seu redor. e espera-las brotar.
deitar na sacada e, com um olho aberto e outro fechado olhar para os desenhos nas nuvens, o desenho que a fumaça de um cigarro pode ter...ver as folhas cairem por um outro ângulo.
rabiscar nas paredes todas as palavras violetas que vierem até mim, marcar no tronco de tua árvore cada vez que estiveres feliz com o que tens... para que nela fique marcada apenas as boas coisas que conseguistes.

é aquilo que o olho não consegue ver, que o lápis não consegue trazer pro papel
a tinta que escorrer do cigarro que fumas enquanto bebes,
o grito do final da rua
o cabelo, o perfume...
as marcas;

tudo isso é tão bom, sabe.

2 comentários: