segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nos ponteiros

A maior implicância era dizer que foi achada no lixo. De tanto ouvir, acreditou, com mágoa que vira orgulho. Da caixa de papelão. Caixa do mesmo sabão em pó que faria sangrar os dedos e trazer de volta risonhas bolhinhas.


Ela havia deixado o relógio, esquecido na falta de tempo. Sem pressa e sem sossego e só avança, mesmo dando voltas. Volta e meia. Desenhos lindos nas nuvens. Não tinha dúvida, havia sido da caixa deixada.

3 comentários:

  1. Saudade de você, mas é só um pouquinho e só às vezes..

    =***

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  2. Você é talentosa! Gosto desta simplicidade que toca as pessoas...
    ;)

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