terça-feira, 31 de maio de 2011

De quem te conhece

"Não sou muito de parar no meio do asfalto e simplesmente desistir quando eu ainda quero chegar do outro lado e te ver sorrir. Talvez voce tenha seus motivos, surtos, rodeios e até medo do meu querer, mas independente de todas as razões, será que ainda não percebeu que está em meus olhos o reflexo para a cura de todas as suas indagações sem sentido?
Eu sei que a felicidade está coroada no modo em que você me toca e me faz ficar contando estrelas que nem enxergo, o vento vai passando e eu entendo que algumas coisas podem ou devem acompanhá-lo, mas não me peça para ir embora logo agora que seus beijos estão sendo a melhor coisa que me preenche. Sim, preenche todo aquele vazio que os fantoches que se penduraram um dia em minhas mãos deixaram aqui, bem no meio do espaço que a ciranda nos prendeu. Eu não quero desistir, eu quero te ninar mais uma vez e de novo caminhar nos teus sonhos bons. Como se os temporais não existissem e te fazer lembrar de como minhas asas de menina reluzem ao deparar-se com um amor tão sonhado que você me fez acreditar que era meu.
A roda do tempo anda desgovernada, as asas que sempre me levaram até você estão se desfazendo ao vento que passa com a força do teu querer. Então segura meus restos, eu disse que eles te pertenciam, agora cabe a você me refazer ou me deixar voar por um novo asfalto que não valerá apena atravessá-lo sem ti que tanto me tens feito querer amar."

Mayanne G.
30/05/2011

E minhas sinceras palavras:
Como disse o próprio Pe. Fábio de Melo, amizade é quando não depende do tempo, nem de quantas vezes te liguei. Não gosto de comparar amizade com amor. O amor é um passarinho pousado no seu dedo que a qualquer momento pode voar e não mais voltar. Amizade é o Hachiko (do filme "Sempre ao Seu Lado"), que independente do tempo sempre deixava a certeza de onde estaria. Então facilitaria mais as coisas dizer que amo sua amizade? Talvez. Mas o que eu quero mesmo, hoje, é te dar a certeza de que sempre estive/estou/estarei aqui!

sábado, 28 de maio de 2011

Miguilim #1

Todos os dias que depois vieram, eram tempo de doer. Miguilim tinha sido arrancado de uma porção de coisas, e estava no mesmo lugar. Quando chegava o poder de chorar, era até bom - enquanto estava chorando, parecia que a alma toda se sacudia, misturando ao vivo todas as lembranças, as mais novas e as muito antigas. Mas, no mais das horas, ele estava cansado. Cansado e como que assustado. Sufocado. Ele não era ele mesmo. Diante dele, as pessoas, as coisas, perdiam o peso de ser. Os lugares, o Mutúm - se esvaziavam, numa ligeireza, vagarosos. E Miguilim mesmo se achava diferente de todos. Ao vago, dava a mesma idéia de uma vez, em que, muito pequeno, tinha dormido de dia, fora de seu costume - quando acordou, sentiu o existir do mundo em hora estranha, e perguntou assustado: - "Uai, Mãe, hoje já é amanhã?!"

J.G.R.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O pulso #1

Haikai que cai.
Suspende o pensamento.
Levanta a palavra.
Pulsa o coração.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O tom #1

As cores, as músicas, as fotos, as brincadeiras, os mimos e a distância.
O tom do pulsar. Pulsante quisera ser, mas alguém há de deixar, há de permitir.  E eu hei de guardar. 
E você pode dizer tudo que quiser, cara. Mas o tom, ah, esse não se vence, não se perde, não se esconde.
De tanto bem te vi, acabei por mal me ver. Me perdi. Me sufoquei. Pirei.
Na casa de beija-flor, venho comprar felicidades. Quero o sorriso das flores perdidas, dos pólens mal chupados, do fel da flor mais doce que pudera ter. E pago em espécie, quiçá valerá mais que dinheiro. Menos que um sorriso bobo ao final da esquina.
Você, me esperando.
Nosso abraço, nosso braço. Nossa lágrima.
E que dessa vez possa ser da felicidade compra na padaria, às 05 am., com pães para nosso piquenique, numa tarde sem lembranças, em um dia sem tantas memórias. 
Espero ouvir o som do tom no nosso olhar enquanto nossas mãos se beijam.

Tudo acontece #1

“Há diferença entre um fracasso… e um fiasco.
O fracasso é apenas a falta de sucesso.
Qualquer tolo consegue um fracasso.
Mas um fiasco!
Um fiasco é um desastre de dimensões místicas.
Um fiasco é uma lenda,que é passada de uns …para os outros e os fazem se sentir mais…

Vivos… porque não aconteceu com elas.
Está certo… você realmente fracassou.
Você falhou, você falhou, você falhou, você falhou, você falhou…Você falhou, você falhou, você falhou, você falhou…Você falhou, você falhou, você falhou, você falhou…
Você acha que me importo com isso?
Eu realmente entendo. Você é um artista, seu trabalho é romper barreiras e não se entregar e dizer: “Obrigado sou um perdedor eu vou embora agora”.
Sabe o que seria realmente fantástico?
É ter a coragem de se sentir grande e ficar por aqui, faça todos se perguntarem porque você ainda está sorrindo. Essa é a verdadeira grandeza pra mim.
Você tem 5 minutos para engolir delicioso sofrimento, aproveite-o, abrace-o, desmereça-o… e prossiga.
Um verdadeiro fiasco…
Todo começo é um caminho para adequação.
Uma simples semente de grama verde, é capaz de crescer no cimento.
Os salmões do norte do Pacífico batem-se até sangrar, na sua viagem por centenas de quilômetros contra a correnteza, com um simples propósito:
Sexo é claro.
Mas também…Vida!”

sábado, 14 de maio de 2011

Teoria #1

Minha mãe dizia, quando eu era pequena para largar mão de ser moleca. Que brincar na rua, jogar futebol com os meninos, brincar de pega-pega ou esconde-esconde seriam coisas que me fariam voltar com o joelho esfolado, cotovelo machucado, ou algo assim. Deus queira me perdoar, mas foi uma das únicas coisas que não obedeci. Eu nunca me importei com o joelho, ele já é feio por natureza. Então brinquei sem ter medo de me machucar, porque acreditei que ser criança era a melhor coisa que poderia ser!
Hoje eu vejo meus joelhos com algumas marcas, ou várias. São cicatrizes que não sei da onde vem, outras me lembro muito bem, em todos os detalhes, cada história, cada dia que nunca vou esquecer.
Tempo bom de apenas viver e saber que brincando nada mais poderia querer!
Hoje eu cresci, mas não abandonei a criança, ela existe e vive ainda em mim.
Já sou um pouco madura, um pouco experiente..
E lembrando da infância consegui fazer um elo com o presente.
O joelho é como a vida, não deixaremos de usá-la por medo de cair, afinal a vida é isso mesmo ai, viver, arriscar, tentar, sem o medo de no final cair!
Não se tem medo de que fiquem as marcas, ela é bonita de qualquer jeito.
Quem não vive, não cai isso é verdade, mas quem não cai, não vive.
Então de que vale uma bonita e limpa imagem de um "joelho" sem marcas se não tem se quer uma história, um momento para se contar? Aos menos, para somente se lembrar.
É, viver é se jogar sabendo que há probabilidade de cair, mas saber que as cicatrizes um dia se fecham, e tornam-se apenas marcas, a qual chamamos de experiência. Vive-se para ser feliz, e as marcas que carregamos com elas fazem parte desse caminho. Sem elas, a vida, ser feliz.. não existe!
Vira só apenas uma paisagem limpa que diz nada.
E o vento leva.

Nós #1

Não era o caso, talvez não para todos, pra mim sim, algo que vai viver para todo o sempre na memória remota, naquele instante em que te vi chegar por trás de árvores enormes.
- Oi! Ah é você? 
(meu coração palpitava aquela hora, mas nada conseguia sair além de poucas palavras. e no rosto, o olhar de quem não queria parar de sonhar..)
- Oi! (você sorriu) tudo bem? pensei que não iria te encontrar nunca.
- Pois é, sou eu. Aqui estou. Como um dia havia te prometido.
(e que burra fui, diz logo um SÓ FIZ ISSO PORQUE TE AMO!!!)
- ...
- Então é isso, vamos andar por aí?
E como estava lindo o céu aquele dia, sentamos um ao lado do outro, tudo se passava lentamente sob meus olhos, milhares de movimentos em camera lenta numa sincronia inexplicável, eu senti, o momento era especial, estava ao lado da pessoa certa, não, todas as pessoas eram certas, mas ao lado literalmente eu estava da pessoa certa.
E como num piscar de olhos, você desapareceu.
Mas você esteve ali comigo. Esteve sim. 
Tudo se eternizou aquele instante, num desses sonhos que a gente não espera sonhar, acaba sonhando e não quer mais acordar.
Acordei ouvindo Nando Reis, falando de forma lúcida as formas pelas quais não sabe como, nem de onde, nem até onde vai, mas que guarda o amor pra você. Quiçás ele para Ana Cañas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ai se sêsse

Ah se tu morasse aqui pertin
Pra nois brincar nos trampolin
Fazer juras de amor ao pé do santin
Pru modi nunca mais você viver mais longe de mim

E se tu sem mim nada é
E se eu sem tu nada sou
Quem sois os mares prá nos separar com as ondas?
Quem sois a distância prá nos separar sem amor?

Amargo

Ás vezes é bom sumir, mesmo estando presente
Não sei, o meu eu sempre foi diferente.
A saudade sempre me estressou, os discos antigos empoeirados, o vinho bom e velho, os livros que já não publicam mais; mas eu ainda não sei lidar com impossibilidades.
O arame farpado na cabeça, vento, cata-vento, vulcão, pâncreas, fígado, coração...coração?
E a conta da saudade, quem paga?
Todo esforço é pouco.
Que argumentos você tem para não estar tudo bem?
Todos julgam, poucos sabem.

Calma, Mercedes, todo mundo tem defeitos e come bolacha recheada enquanto você tenta fechar teus ciclos.
Leia seu amor com o critério de um analfabeto. 

E pela minha lei, a gente era obrigado a esperar.

(Ouvindo Alter Bridge - Broken Wings')

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pra você subentender

A manhã vem hoje
Amanhã veio hoje
Hoje vejo a manhã
Ontem o tempo passou depressa.


Entregar-me-ei por metades completas ao que é ser criança
ao saber sentir de verdade-inocente-quietinho-tímido-sem-pressa.
Apreciar, sentir. Desapegar. Deixar ser.


(Ouvindo 'Umnavio - O vazio.')