As cores, as músicas, as fotos, as brincadeiras, os mimos e a distância.
O tom do pulsar. Pulsante quisera ser, mas alguém há de deixar, há de permitir. E eu hei de guardar.
E você pode dizer tudo que quiser, cara. Mas o tom, ah, esse não se vence, não se perde, não se esconde.
De tanto bem te vi, acabei por mal me ver. Me perdi. Me sufoquei. Pirei.
Na casa de beija-flor, venho comprar felicidades. Quero o sorriso das flores perdidas, dos pólens mal chupados, do fel da flor mais doce que pudera ter. E pago em espécie, quiçá valerá mais que dinheiro. Menos que um sorriso bobo ao final da esquina.
Você, me esperando.
Nosso abraço, nosso braço. Nossa lágrima.
E que dessa vez possa ser da felicidade compra na padaria, às 05 am., com pães para nosso piquenique, numa tarde sem lembranças, em um dia sem tantas memórias.
Espero ouvir o som do tom no nosso olhar enquanto nossas mãos se beijam.
Ou tom #5
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