nos devaneios alucinógenos dos cotidianos
perdi a conta de quantas vezes tentei,
sem obter retorno
li e reli aquilo tudo que era escrito,
- deveras, palavras que me fizeram sangrar -
e no desespero pálido, havia um dia cinza que teimava em não passar.
resquícios dos momentos ao lado de quem verdadeiramente amo
- enquanto o tempo se disponha de um enorme contraste, enquanto temia que tudo aquilo não fosse passar -
temia...com as pernas trêmulas e o coração andando em corda bamba
por sorte, tudo aquilo acabara antes do abrir dos olhos.
mas ainda sinto tua pele e teu cheiro por todos os meus poros
acendo o último cigarro e seco o copo,
enquanto os devaneios se espalham
trazendo à tona uma realidade cruel
que dilacera as veias
e meu sistema nervoso central
enquanto o desespero vai passando
por fim, a gente descobre sobre aquilo que está em nós e não há como acabar.
pobre dia de cão
que não passa
- e caminha lentamente procurando sarjetas e migalhas de pão -
é uma pena;
não sabe ele que o reencontro há de vir
numa frequência mais alta do que os ponteiros possam aguentar
- e, só por essa vez, a imaginação tende a não mais falhar -.
Nenhum comentário:
Postar um comentário