há sorrisos que nos encontram,
sorrisos que nos desgastam,
sorrisos que nos matam por dentro,
sorrisos incapazes de sorrir,
sorrisos amarelados
como quem olha
assim, de lado
e não desejava sorrir,
sorrisos que nos enganam
diferentemente dos olhares;
há olhares que nos devoram,
olhares que se encarregam de mostrar nossas histórias em suas profundezas,
olhares que nos instigam à provar o toque, a tirar a roupa, a beijar a pele,
olhares que fazem as palavras se perderem em devaneios e alucinações, enquanto imaginamos aquele toque,
olhares meio de lado
como quem sorri com os olhos
e nos convidam para dimensões
desconhecidas pelas nossas mentes;
olhares que nos devolvem.
olhares que nos devolvem.
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