Procuro palavras nas letras erradas, senão, escrevo nas linhas de pessoas incertas.
Procuro o beijo imenso, e a sorte do chofé de caminhão, quiçá seja mais forte quanto a sensação de subir no palco vestido de palhaço, mesmo cansado, para fazer milhares de pessoas sorrir.
Procura-se o belo dia da flor do dia, o belo sol das tardes de verão, mas só se tem o frio imenso das noites de inverno. Só quem consegue sair dos tais são pessoas carregadas de suma inteligência, sabendo-se que viver no inverno sempre não é bom para ninguém. Tampouco desgastar o sangue quente que corre na corrente sangüínea do coração, estragando-o com tamanho congelamento.
Mas na verdade procuro o incerto, por ser mágico, por não saber onde nossa estrada pode resultar. Obviedade pode causar mais náuseas que uma gravidez; e certas coisas já não me surpreendem mais.
Quero a cena, quero a sina. Quero o uisque doze anos guardado para raros, para a ocasião não-ocasionada, para a confiança após o álcool.
Uma burca para minha dignidade, mas não há de ser nada.
Cuida de mim enquanto eu não esqueço de você.
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