De tão distante, as vezes começo a pensar que o "pra sempre" seja um lugar tão sombrio quanto os finais de túneis, tão vulnerável quanto sentimentos mutáveis sonhando ao longo de outro dia.
Quiçá inalcançável, quiçá por falta do real sentido da palavra "desejo de chegar";
de ter o dom de fechar os olhos enquanto se ouve Los Hermanos, ou qualquer coisa que chegar a fazer aquele coração congelado por falta de sorrisos voltar a pulsar. Quiçá o sentimental volte a trazer sangue quente para queimar as cordas que envolve todos os apertos causados por sorrisos falsos, esperanças perdidas, momentos especiais que, por fim, não foram considerados especiais.
Quem dera todos os dias de inverno fossem isolados, quentinhos, com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim, pra saudade acabar, pro sorriso voltar e pro ponto de partida estar sempre ali....quietinho.
E quiçá, quiçá, existisse uma música em formato de gente que pudesse suprir a falta que faz de alguém se apaixonar todos os dias pelo mesmo alguém.
É que eu gosto de estar ao lado de alguém, mesmo sem falar nada, mesmo gritante por dentro, mesmo de olhos fechados, mesmo em completo silêncio.
Prefiro o intenso, o eterno e o abraço,
prefiro um lugar presente no sorriso de alguém.
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