desde que me vi
em meio a multidão
tenho observado: quanta devastação!
devastam-se os sentimentos
as pessoas
os animais,
só não devastam a inveja
a fome
os brutais
para que devastem tais (falta de) sentimento
aqui vos deixo
uma sessão de carinhos
daqueles que por seus motivos
retiram do mundo os espinhos.
http://animalshugging.tumblr.com
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
eu passarinho
do corpo
tornou-se tronco
da alma
despiu-se galhos
do riso
se fez passarinho
e ao voar
descobriu seu ninho.
domingo, 14 de setembro de 2014
renascendo ao amanhecer
perco-me
por entre os galhos
e flores
faço-me adubo
para os bons ventos
re-crio esperanças
novinhas em folhas,
todos os dias
para que os ventos favoráveis
sempre soprem ao meu favor.
por entre os galhos
e flores
faço-me adubo
para os bons ventos
re-crio esperanças
novinhas em folhas,
todos os dias
para que os ventos favoráveis
sempre soprem ao meu favor.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
breve mente
para fins
somos breves...
mesmo calada
mesmo distante
quiçá, até errante
se faça flor, nem que só por um instante.
somos breves...
não há mágoa
que a cachaça não cure
se não há beijo
também não há tempo que dure
nas minhas páginas não se lê pela metade
nem se tem de meio termo
mesmo distante
quiçá, até errante
se faça flor, nem que só por um instante.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
bipolar-idade
e foi nessa questão de querer
que os dias passem
e a idade cresça,
que a gente cresceu.
mas antes disso,
a gente também viveu;
até hoje me pergunto,
por que será que a gente tende pedir sempre pra voltar a ser criança?
e
por que pedimos tanto, durante incansáveis anos, pra vir a ser adulto?
hoje não tem mais boneca
os amores ferem, magoam,
os amigos... são poucos
nem mesmo se encontram de tempos em tempos pra brincar correndo na rua e voltar de pés descalços pra casa
não tem mais a bronca de mãe,
nem tanto ciúmes do pai...
hoje brincar não faz o menor sentido,
porque hoje, nesses exatos tempos modernos, só se brinca com as pessoas
e amamos os objetos.
ah, quisera voltar pra minha menor-idade!
essa, por sua vez,
não precisa de descrição
qualquer um, ao fechar os olhos e imaginar-se criança
vai perceber na idade essa total contradição.
chegamos, então, a bipolar-idade.
que os dias passem
e a idade cresça,
que a gente cresceu.
mas antes disso,
a gente também viveu;
até hoje me pergunto,
por que será que a gente tende pedir sempre pra voltar a ser criança?
e
por que pedimos tanto, durante incansáveis anos, pra vir a ser adulto?
hoje não tem mais boneca
os amores ferem, magoam,
os amigos... são poucos
nem mesmo se encontram de tempos em tempos pra brincar correndo na rua e voltar de pés descalços pra casa
não tem mais a bronca de mãe,
nem tanto ciúmes do pai...
hoje brincar não faz o menor sentido,
porque hoje, nesses exatos tempos modernos, só se brinca com as pessoas
e amamos os objetos.
ah, quisera voltar pra minha menor-idade!
essa, por sua vez,
não precisa de descrição
qualquer um, ao fechar os olhos e imaginar-se criança
vai perceber na idade essa total contradição.
chegamos, então, a bipolar-idade.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
in versos
num verso
o contraverso
e ninguém controla a rapidez
o tic tac vai caminhando
e ninguém percebe, outra vez
no contraverso
aquele verso,
a poesia que não soube fluir
mais ninguém sabe ao certo
quisera só substituir
sem versos
nem contraversos
a poesia se fez
com versos
e contraversos
todo dia a gente nasce mais uma vez.
o contraverso
e ninguém controla a rapidez
o tic tac vai caminhando
e ninguém percebe, outra vez
no contraverso
aquele verso,
a poesia que não soube fluir
mais ninguém sabe ao certo
quisera só substituir
sem versos
nem contraversos
a poesia se fez
com versos
e contraversos
todo dia a gente nasce mais uma vez.
...fez-se paz
E quieta a lua sorria
Diante de tantos versos
Diante daquelas músicas
Diante da energia que ali era repassada...
E a lua não descia
Ficou ali, parada
Admirada com toda aquela intervenção verbal
Quiçá, o pequeno público já lhe fizesse uma grande mudança
E ali no mêi das serras
No mêi do mato
No mêi da gente
No mêi dos ventos
Ela, então, enfim desceu
E o espetáculo, então, marcou;
Marcou a paz,
Marcou a gente,
Marcou sorrisos,
Marcou de repente.
E para cada batida de sino
Uma nova esperança entra em cena.
Diante de tantos versos
Diante daquelas músicas
Diante da energia que ali era repassada...
E a lua não descia
Ficou ali, parada
Admirada com toda aquela intervenção verbal
Quiçá, o pequeno público já lhe fizesse uma grande mudança
E ali no mêi das serras
No mêi do mato
No mêi da gente
No mêi dos ventos
Ela, então, enfim desceu
E o espetáculo, então, marcou;
Marcou a paz,
Marcou a gente,
Marcou sorrisos,
Marcou de repente.
E para cada batida de sino
Uma nova esperança entra em cena.
domingo, 17 de agosto de 2014
...do amor
Amor
será sempre amor, serão sempre amáveis.
Amor
preto, branco, amarelo, rosa, furta-cor,
Amor
colorido, amor preto e branco, amor que seja amor.
Tira
esse rancor do peito, garoto (a).
E
vê se aprendes direito
Que
pra amar, só é preciso se doar.
E
esquecer esse tal preconceito.
Faz
da tua agonia, novas sensações.
Embrulha
teu estômago para quando as borboletas nele chegarem
Conhece
a ti mesmo, mas não se perde não conhecer os outros.
Vê
se não se perde no caminho, encontre-se nas milhões de pessoas que por ali te
alegrarem.
De
preconceitos não se enche o peito
Não
se faz amor,
Não
oprimes o oprimido
Só
ajuda-o a superar a dor.
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