não sei porque
pra quê
ou do quê
não sei pra onde vou
quiçá, nem porque vim
continuo beijando o ópio
vivendo o ócio
rejeitando o óbvio
vou remando em rimas
em meio aos problemas
nos versos de um poema
e seus vastos dilemas
é tudo confuso
que no seu próprio tempo
possa haver horas em fuso
que vão se fundindo
e te confundindo
apesar dos ciclos,
cada um tem teu vício
é quando a paz já está em si
e as raízes estão sendo plantadas em ti.
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