nem menos
nem mais
a palavra se faz
a palavra se faz
o vento ecoa nos auto-falantes
como um ronco morto
de suas loucuras lúcidas
e suas insustentáveis vidas
frias
de dentro
pra fora
arremessando
corações explosivos
transformando todos os sonhos
rebocados de incertezas
enquanto escorrem
feito macarrão: instantâneo
minta sóbrio
como tinta a óleo
vista o ópio
risca o óbvio
viva!
aquilo que a mente fantasia
quando se faz palavra, vira poesia.
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