Desejo que você ame a vida, que você se ame, que você chore, mas que você também sorria;
Desejo que você não ligue para os boatos alheios, que você os ignore, que você faça feliz aquele que te apedreja;
Desejo que você curta, que ame, que se apaixone, que perca todos os seus sentidos, que deixe o sabor imenso e tão mais saboroso quanto um salto de pára-quedas;
Desejo poucos amigos, mas que eles te sejam bons o suficiente para merecer seus melhores abraços, suas melhores palavras, e aquela sua boa e velha companhia de sentar num banquinho qualquer de praça e tome aquele bom e velho vinho, deguste aqueles bons e velhos amigos... e que eles te façam encontrar o que você pode ter chegado a pensar que um dia perdeu, mas quiçás você ainda nem sabe o que andava procurando;
Desejo completos, porque de metades nem a laranja tem o mesmo sabor;
Desejo o doce amargo, o amargo doce, o salgado, o agridoce, ou qualquer sabor que você prefira. Desde que exista sabor;
Desejo boas músicas, um album inteirinho dos beatles, quisera na primavera florescia por trás do nosso banquinho um som bem distante que soa de perto palavras do the smiths;
Desejo perdas, encontros, desencontros, surpreendimentos, dúvidas, boas energias, um copo d'água e o sol de todo o sertão que espalha e trás aquelas sensações maravilhosas de estar no inferno com o gostinho do céu;
Desejo que você deseje e, principalmente, que não deixe de desejar nunca.
Desejo que deseje comigo;
Desejo que isso nunca possa ter fim;
Desejo nosso ponto de partida;
Desejo que a nossa chegada esteja perto, mas que seja longa sim, porque só de pensar no desejo me deixa desejando mais ainda o sabor de novos desejos, de novas esperanças, de novos caminhos, de novas percas, de novo... tudo de novo, e de novo e de novo.
E assim a gente vai, ou talvez venha. E o coração chegue. E o pulso ainda pulse.
Deseja, pois a hora é agora. Amanhã já começou à segundos atrás e agora não é hora de deixar para ontem.
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