segunda-feira, 14 de junho de 2010

No cantinho com um pensamento

Naquele banco que sentei, meu pensamento, deveras, não parou.
E sabe, não era você que me doía aquela noite
Dessa vez foram os pensamentos.
Nem demorei muito e percebi que aquilo era o cansaço de esperar você vir na mesma intensidade onde sempre ouvia sua voz falando sobre nosso encontro.
Se isso chegar a ser estranho, ridículo ou qualquer coisa mais, então tens que saber sobre meu pensamento de que éramos feitos um para o outro...e agora sim, você pode rir.

Naquele banquinho as horas passaram devagar,
e lentamente eu ia provando o sabor de toda saudade despejada comigo,
deixada por você.
Sem nem ao menos olhar pra trás.

Te desejava enquanto mordia minha língua,
Te desejava ao tomar aquela bebida que inebriava minha mente,
Mas isso me doía tanto, tanto, tanto, que fui obrigada a não sentir mais esse desejo.
Por você complicar demais esses desejos, torná-los algo de teste, quando na verdade, pra mim, era bem mais que isso.

"Quando na realidade o amor é uma coisa tão simples."

Quando na realidade meu cobertor virou meu novo lado da noite, tampando meus olhos e me fazendo não olhar mais pra você
Não querer você, não sentir você.
Nada de esperas, nada de testes.

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